sábado, 23 de abril de 2011

Especialistas debatem epilepsia na televisão

No momento em que as dramáticas imagens das crianças assassinadas no Rio de Janeiro deixam traumatizado todo o país, é alentador saber da existência de pessoas que se dedicam a buscar meios de amenizar o sofrimento alheio. Exemplo disso foi exibido na última quinta-feira, no programa “Rede de Opiniões”, apresentado por Alisângela Lima, na Rede TV.
Ela reuniu o Procurador de Justiça Edmilson Fonseca, o neurologista  Sérgio Moraes, o presidente da Apeeron, Edmilson Zebalos e uma platéia eminentemente formada por epiléticos para um debate ao vivo sobre a doença. O encontro permitiu uma explanação detalhada da doença, seus efeitos, preconceito, o absoluto desconhecimento da população e o igualmente total descaso das autoridades em relação ao problema que atinge, somente em Rondônia, em torno de 38 mil pessoas.
Ao contrário do que muitos imaginam, a epilepsia não é transmissível, embora hereditária em alguns casos, e apesar do grande volume de pessoas que sofrem com a doença, em torno de 02% da população, segundo estimativas da OMS, não existe no Brasil uma legislação sobre o assunto.
Segundo o procurador Edmilson Fonseca, um projeto-de-lei de 2005, (Lei 6026/05), que estende o Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social (BPC-Loas) ao portador de epilepsia estava parado na Câmara e foi desarquivado graças às pressões de entidades como a Apeeron. A  proposta tramita em caráter conclusivo nas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Embora a situação ainda não seja amparada por legislação específica, Rondônia saiu na frente, segundo ele, e conseguiu assegurar o primeiro caso de  aposentadoria para um epilético na Justiça Federal, criando assim um paradigma para tribunais de todo o país. Ao mesmo tempo, uma atuante entidade, criada por Edmilson Zebalos e Francisco Neves (batatinha), e o próprio procurador de justiça, a Associação das Pessoas com Epilepsia do Estado de Rondônia – a Apeeron, desenvolve um importante trabalho de apoio aos epiléticos e seus familiares.E, graças ao procurador, com total apoio do Ministério Público de Rondônia.
A entidade conta com o apoio de pessoas como o médico Sérgio Moraes, Neurologista, que há anos vem desenvolvendo um permanente trabalho de tratamento dos doentes no estado. Ele esclareceu na entrevista uma série de dúvidas sobre o assunto, enviadas por telespectadores de todo o estado. Suas explicações obtiveram tal repercussão que muitas perguntas não puderam ser respondidas por falta de tempo. Mas a apresentadora Alisângela Lima prometeu complementar as respostas na próxima quinta-feira.

2 comentários:

  1. Acho mto fraco falar de epilepsia sem falar das causas psicológicas que mtos epiléticos enfrentam dentro da propria família, pois já se tem o conhecimento que mtas mães que sufocam os filhos causam epilepsia neles, mtas crianças melhorariam consideravelmente somente com o afastamento das mães.

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